RIO PELA VIDA – MOBILIZAÇÃO PARA VENCER A COVID-19

O Brasil assiste o avanço de uma pandemia que destrói vidas numa velocidade alucinante. O acesso universal à vacina está no horizonte, mas a espera se torna insuportável. O tempo desta travessia é conhecido, questão de meses, mas o caminho a percorrer é duríssimo, exige o máximo de nós. 

Os governadores lançaram um Pacto pela Vida, o CONASS divulgou uma Carta propondo medidas de impacto, cientistas produzem alertas diários e uma nova postura da sociedade ganha corpo.

O estado do Rio de Janeiro há de se apresentar com toda a sua potência, unindo instituições e lideranças culturais, religiosas, políticas, comunitárias, sindicais, empresariais, científicas e os profissionais de saúde, para enfrentarmos a catástrofe com determinação. 

Quase tudo já foi dito, mas precisamos alinhar os barcos numa mesma direção, para que pessoas e instituições, cada uma a seu modo, possam contribuir para a travessia rumo a um momento melhor, com mais vacinas e o controle da pandemia.

Propomos um Pacto local, a ser perseguido no estado do Rio de Janeiro com a participação dos municípios e da sociedade civil em torno de uma agenda que seja capaz de salvar vidas e controlar a disseminação do SARS COV-2.  Por isto, apresentamos as seguintes prioridades para que autoridades públicas e agentes da sociedade possam traduzi-las em ações urgentes: 

 

PRIORIDADES URGENTES

Adoção de medidas mais rígidas
sobre a circulação de pessoas,
garantindo o funcionamento dos
serviços essenciais, a fiscalização
rigorosa das ações restritivas e a proibição
das aglomerações de pessoas;

Mobilização de uma grande
campanha de distribuição e
uso adequado de máscaras,
bem como, da prática do
distanciamento social;

Ampliação da realização
de testagem e rastreamento
de casos, viabilizando
condições para o isolamento
quando necessário;

Compromisso com os Auxílios
Emergenciais nas diversas esferas,
do Governo Federal, do Estado e
dos Munícipios, para que ganhem a
magnitude necessária à redução das
vulnerabilidades e da recuperação
da economia;

O retorno das doações de alimentos,
material de higiene e recursos
financeiros para as populações
vulnerabilizadas, cujas condições de
vida ultrapassam os limites do tolerável;

Implementação de medidas regulatórias
e de fiscalização, assim como aumento
de frota, para a eliminação da
superlotação dos transportes públicos;

Investimentos e esforços
públicos e privados na preparação
das escolas que permitam a
adequação de seus espaços e as condições
necessárias para um funcionamento
seguro frente ao cenário
epidemiológico e às condições e
vulnerabilidades da comunidade
escolar, alunos e profissionais da educação.

Preparação e execução de um plano
de comunicação pública que alcance
amplamente os diversos segmentos
da sociedade, com informações seguras para
a proteção da vida;

Fortalecimento do SUS, através
da garantia de qualidade
das ações da atenção primária, saúde mental,
urgência-emergência e atenção
hospitalar, tendo como prioridade a proteção
dos trabalhadores de saúde, no
setor público e na rede privada;

Envidar todos os esforços para
a aceleração e ampliação da
vacinação de toda a população, a retomada do
convívio das famílias e a recuperação
econômica e social do estado.

Por fim, propomos a instalação de um grupo multiprofissional de monitoramento das políticas e medidas de combate à pandemia e à redução do seu impacto sobre as populações mais vulneráveis.  Propomos ainda uma coordenação executiva visando a harmonização das propostas aqui apresentadas, induzindo o engajamento crescente e a instalação de outras instâncias de controle e participação.